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Coisas que cansam mais do que deveriam depois dos 40

Não é dificuldade. É excesso de repetição para pouco retorno.


Explicar a mesma coisa mais de uma vez

Existe um cansaço específico em explicar algo que você já explicou antes.
Não porque a outra pessoa não seja capaz de entender, mas porque ninguém prestou atenção suficiente da primeira vez ou está começando a perder a audição.

Na segunda explicação, você já encurta.
Na terceira, você começa a resolver sozinho, pagar alguém ou simplesmente evitar o assunto.

Perceba, aquele colega que fala com você olhando algo no celular, aquele amigo que pergunta “o que você comentou outro dia mesmo?”, seus parentes que imediatamente depois que você fala algo já respondem automaticamente “QUÊ?.


Combinar coisas vagas

“Vamos ver”, “mais perto a gente fala”, “te aviso”.

Nada disso resolve nada, mas tudo isso ocupa espaço mental.
É o tipo de cansaço que não aparece na agenda, mas consome energia o dia inteiro.

Depois dos 40, você começa a preferir respostas definitivas — até quando são negativas.

Filhos também são excelentes exemplos aqui. – Vou sair! – “Vai com quem? Volta que horas? Volta para jantar?” Nossas mães devem achar excelente passarmos por isso.


Problemas pequenos que nunca são resolvidos

A porta que range.
A torneira que pinga.
O aplicativo que “às vezes funciona”.

Nada disso é grave.
Mas tudo isso vira ruído mental recorrente.

Depois dos 40, você percebe que conviver com o problema cansa mais do que resolvê-lo. Só queremos sentar no sofá e esquecer que amanhã é segunda.


Fingir interesse prolongado

Conversas longas sobre assuntos que não te dizem respeito.
Reuniões que poderiam ser um e-mail.
Explicações para quem não vai mudar de ideia.

Depois dos 40, você começa a reduzir exposição não por grosseria, mas por economia de energia.

Política, religião e futebol. Esta é a tríade do cansaço.
Depois dos 40, você já tem suas posições bem definidas — e zero interesse em ser convertido.

Pessoas que levam estes temas ao extremo cansam. Os religiosos missionários, os militantes com político de estimação e a convicção messiânica de que alguém vai salvar o país… tudo isso exige uma paciência que já foi aposentada.

O problema não é discutir política em si, mas o brasileiro discute sobre políticos. Só conhecem “esquerda” ou “direita” e raramente sai algo produtivo. Existe uma preocupação genuína em defender a reputação do político de estimação ao invés de abordar uma discussão saudável sobre o que realmente merece ser discutido.

Depois dos 40, se você é uma dessas pessoas que dizem:
Somos campeões brasileiros. Somos campeões mundiais. Ganhamos aquilo”

Meu amigo, você não entrou em campo, não apareceu na súmula e não recebeu prêmio nenhum.
Você não é campeão. Você só torceu sentado. Fico abismado quando vejo alguém com mais de 40 ainda ter a coragem de ir na porta de um clube reclamar, em plena quarta-feira de manhã, como se o direito de sobreviver tivesse sido revogado.


Decidir demais

Escolher entre vinte opções quando duas resolveriam.
Comparar detalhes irrelevantes.
Pensar demais antes de agir.

O cansaço não está na decisão grande, mas nas centenas de microdecisões inúteis. Por que o catálogo do Netflix tem que ser tão grande? Já ficou zapeando por tanto tempo que daria tempo de ver um filme inteiro?


Explicar suas escolhas para quem não vive sua vida

Talvez o cansaço mais subestimado depois dos 40.

Justificar conforto.
Explicar prioridades.
Argumentar sobre decisões que já funcionam.

Em algum momento, você para.

Eu fugi do caos da cidade de São Paulo. Não vou ser ingrato com a cidade, foi ótimo crescer ali, mas par amim não dava mais. Aqui no interior vivo num condomínio cercado por área preservada, mais gente de bem com a vida e menos violência. Tem 4 piscinas, 1 quadra normal, um society e uma de areia para beachtenis. Uma academia suspensa com vista para um lago para pescar com peixes imensos. Pago menos de 300 reais de condomínio. E ainda assim tenho que explicar o porque dessa escolha. Sinceramente…


Conclusão editorial

Depois dos 40, o problema não é fazer coisas difíceis.
É continuar fazendo coisas desnecessariamente cansativas.

A maturidade não elimina esforço.
Ela elimina desperdício.

Viver melhor passa menos por aguentar mais
e mais por aguentar só o que vale a pena.


o que anda te cansando muito mais do que deveria —
e por que você ainda não resolveu ou evitou isso?

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