Depois dos 40, imprevisto deixa de ser história engraçada e vira planilha.
Viajar depois dos 40 muda de natureza. Não é mais sobre aventura. É sobre previsibilidade.
A empolgação continua existindo, mas ela agora divide espaço com uma pergunta simples: e se alguma coisa der errado?
Aos 20, a resposta era improviso.
Depois dos 40, improviso vira risco desnecessário.
Seguro viagem entra exatamente aí. (Estamos falando sobre viagens internacionais, ok?)
Durante muito tempo, seguro viagem foi tratado como exagero. Algo opcional, quase pessimista. A lógica era simples: “nunca precisei, então não preciso agora”.
Essa lógica funciona muito bem… até o dia em que deixa de funcionar.
Depois dos 40, o corpo muda, a tolerância a desconforto diminui e a paciência com burocracia em outro idioma simplesmente acaba. O seguro viagem é obrigatório em muitos países, mas mesmo onde não é obrigatório, é altamente recomendado devido aos altos custos de saúde no exterior e outros imprevistos, como extravio de bagagem.
PRO-TIP
Seguro viagem não é para quem tem medo. É para quem não quer resolver problema médico em moeda estrangeira.
Existe também uma mudança importante de contexto. Viajar depois dos 40 costuma envolver:
- hotéis melhores
- restaurantes reservados
- roteiros mais planejados
- menos disposição para perrengue
- menos vontade de “ver no que dá”
Nesse cenário, gastar pouco com seguro e arriscar muito não faz mais sentido. É comum que, junto com passagens e hospedagem, o seguro comece a entrar no orçamento como item fixo — do mesmo jeito que o traslado ou o hotel.
PRO-TIP
Se a viagem tem roteiro, o seguro deveria ter também.
Outro ponto que pesa é o tipo de problema que aparece. Não estamos falando de situações raras ou dramáticas. Estamos falando do básico: infecção, torção, queda, dor súbita, pressão alterada, reação a comida, dor lombar depois de horas sentado.
Nada heroico.
Tudo extremamente inconveniente.
É por isso que muitos viajantes mais experientes passam a escolher seguros com cobertura médica mais alta, atendimento em português e reembolso simples — não porque esperam usar, mas porque sabem o custo de precisar e não ter.
PRO-TIP
Seguro barato demais costuma ser caro quando você realmente precisa.
Depois dos 40, outra coisa muda: o tempo. Resolver qualquer problema durante a viagem custa horas, energia e, às vezes, dias inteiros. Um seguro eficiente não evita o problema, mas evita que ele tome a viagem inteira.
Você não inclui uma ida ao hospital no roteiro de viagem propositalmente. Isso acontece sem você estar devidamente preparado.
Por isso, serviços que oferecem:
- atendimento 24h
- canais digitais simples
- suporte em português
- cobertura clara para internação e exames
passam a valer mais do que o preço mínimo.
PRO-TIP
Seguro bom não é o que você entende lendo. É o que funciona quando você não tem paciência para explicar.
Você não coloca “ida ao hospital” no roteiro de viagem.
Da mesma forma que não coloca “horas ao telefone” nem “explicar o mesmo problema três vezes em outro idioma”.
E, no entanto, é exatamente assim que muitas viagens acabam sendo lembradas: não pelo lugar, mas pela burocracia.
Não é o problema em si que estraga a viagem.
É o tempo gasto tentando resolver algo que você já pagou para não precisar resolver.
Depois dos 40, isso pesa mais.
Porque uma viagem que deveria ser descanso vira uma sequência de ligações, formulários, espera e irritação. O país dos sonhos vira o lugar onde você passou boa parte do tempo tentando destravar atendimento, autorização ou reembolso.
PRO-TIP
Seguro viagem bom não é o que promete muito. É o que resolve rápido, sem te transformar em operador de call center em outro fuso horário.
É por isso que, nessa fase da vida, o critério muda. Não é só preço. É clareza, canal de atendimento, idioma, tempo de resposta. Porque ninguém viaja para administrar crise.
Há algumas décadas, fiz ummochilão pela América do Sul com 2 amigos. Perto do fim do roteiro, faltando poucos dias para voltar ao Brasil, resolvemos fazer o famoso downhill da Ruta de la Muerte, na Bolívia.
O cenário é impressionante: você começa no alto da montanha, cercado de neve, e termina lá embaixo, passando por florestas e cachoeiras. Bonito, intenso e — como o nome sugere — perigoso.
Quase no final do percurso, quando a confiança já estava alta, ficamos ousados e nos acidentamos. Um dos amigos caiu feio. Ficou machucado a ponto de mal conseguir andar. Estávamos no meio do nada, em outro país, sem estrutura ao redor e com o roteiro da viagem basicamente encerrado.
O que resolveu a situação não foi coragem nem improviso.
Foram duas ligações.Na primeira, recebemos orientação clara sobre para onde ir.
Na segunda, a confirmação de que o atendimento médico e os exames estavam cobertos e não precisariam ser pagos.A viagem não virou caos.
Não virou negociação.
Não virou discussão financeira em um momento já ruim.
Também existe o fator financeiro. Atendimento médico fora do Brasil não é caro. É muito caro. Uma consulta simples pode custar o equivalente a vários anos de seguro viagem.
Depois dos 40, quando já entendemos custo de oportunidade, essa conta fica óbvia. Seguro viagem não é gasto. É proteção contra um prejuízo desproporcional.
Por isso, muita gente começa a escolher seguros anuais ou planos mais completos quando viaja com frequência, em vez de contratar sempre o mínimo possível.
PRO-TIP
Se você viaja mais de duas vezes por ano, vale pensar em plano anual. Menos stress, menos decisão repetida.
Há ainda o aspecto menos comentado: tranquilidade mental. Viajar sabendo que existe cobertura reduz tensão. Não elimina preocupação, mas diminui ruído.
Isso impacta decisões pequenas, como:
- aceitar ou não um passeio mais longo
- caminhar mais
- comer algo diferente
- aproveitar melhor o roteiro
Viajar com seguro não deixa ninguém mais corajoso.
Deixa mais tranquilo.
Você fará sua pesquisa, fará as contas e fará suas ponderações. EU, particularmente, me acostumei com a Assist Card. É bem tradicional e tem pacotes bem estruturados para diversos perfis, como gestantes, idosos e aventureiros. Confere aqui.
Conclusão editorial
Depois dos 40, seguro viagem deixa de ser paranoia e passa a ser logística básica.
Não torna a viagem melhor.
Não melhora fotos.
Não rende histórias interessantes.
Mas evita que um imprevisto comum vire um problema caro, longo e desgastante — exatamente o tipo de coisa que aprendemos a evitar com a idade.
Viajar continua sendo prazer.
Só deixou de ser improviso.







